Categoria: Notícias

Notícias sobre eventos, publicações feitas pelo grupo e outros assuntos de ordem mais factual. Não incluir eventos (há uma categoria específica).

  • Comunidades quilombolas de Alcântara e a negação do direito à comunicação

    Comunidades quilombolas de Alcântara e a negação do direito à comunicação

    Marisvaldo Silva Lima, Pesquisador do PGGJor/UFSC e integrante do DHJor, publicou nesta semana o artigo “O Estado Brasileiro, as comunidades quilombolas de Alcântara e a negação do direito à comunicação” no Observatório da Comunicação Pública (OBCOMP) da UFRGS. Lima trata da negação do direito à comunicação como uma estratégia de Estado de desumanização e de desmobilização comunitária no caso das comunidades quilombolas de Alcântara.

    O artigo publicado no OBCOMP reflete a partir do julgamento do Estado Brasileiro, que ocorreu nos dias 26 e 27 de abril, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, devido às violações contra as comunidades quilombolas de Alcântara na década de 1980 para a implantação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). O texto se propõe a pensar como a violação do pleno direito à comunicação propicia outras violências nesse processo que dura mais de 40 anos.

    As comunidades denunciantes alegam que tiveram seus direitos territoriais, sociais e econômicos violados. Porém, considera-se que, juntamente com esses, o direito à comunicação também foi negado às comunidades. Outro aspecto levantado é o uso sistemático da comunicação governamental como ferramenta de violação dos direitos humanos e da cidadania dos moradores, com uso de estratégias de persuasão e manipulação.

    Marisvaldo Silva Lima

    Lima destaca que as decisões relacionadas ao projeto da base de lançamento foram historicamente tomadas sem a participação das comunidades. “A falta de comunicação efetiva entre o Estado, o CLA e as comunidades não só tem dificultado o acesso à informação precisa, mas também tem tentado desarticular a sua capacidade de organização em defesa dos diversos direitos. No caso de Alcântara, a negação do direito à comunicação e o uso da comunicação governamental como forma de manipulação contribuem para a vulnerabilidade e marginalização das comunidades quilombolas, perpetuando sua desumanização”, enfatiza.

    O pesquisador salienta que, embora o Estado Brasileiro tenha se desculpado formalmente e se comprometido a cumprir a sentença da Corte Internacional – que ainda não foi decretada -, uma verdadeira mudança de paradigma só será possível se uma comunicação mais horizontal for estabelecida, levando em consideração as peculiaridades étnicas, os direitos humanos e os interesses das comunidades quilombolas.

    Acesse o texto completo.

  • Encontro da SBPJor conta com apresentações de pesquisas do DHJor

    Encontro da SBPJor conta com apresentações de pesquisas do DHJor

    A 19ª edição do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), de 9 a 12 de novembro de forma remota, reuniu pesquisadores de todo o país, entre eles, integrantes do DHJor.

    Camila Collato apresentou o trabalho Jornalismo Ambiental: da construção da natureza à construção de um saber ambiental na sessão livre “Jornalismo especializado”. Criselli Montipó apresenta o trabalho Práxis de repórteres: percepções sobre cidadania e direitos humanos na atuação jornalística na sessão livre “Fundamentos da práxis jornalística”, sob sua coordenação.

    Também coordenaram discussões Lynara Ojeda de Souza, na sessão “Trabalho jornalístico e rotinas produtivas 2” e Leopoldo Neto, na sessão “Jornalismo, rotinas produtivas e política”, ambos no 11º JPJOR.

    Thais Araujo e professora Maria Terezinha da Silva apresentaram o trabalho Representações sociais das pessoas com deficiência em notícias do portal G1 na sessão livre “Jornalismo, produção de sentido e violência”. Lynara Ojeda de Souza discutiu Pistas para entender a abordagem jornalística sobre direitos humanos de crianças e adolescentes em situação de rua durante a pandemia na sessão livre “Jornalismo, produção de sentido e violência”.

    A professora Daiane Bertasso apresentou o trabalho Alternativas de cobertura jornalística posicionamentos editoriais de portais feministas e com perspectiva de gênero, em conjunto com Barbara Maria Popadiuk, na sessão livre “Jornalismo, gênero e questões étnicas”.

    Discussões abordaram representações sociais e abordagem jornalística sobre direitos humanos/ Reprodução

  • Pesquisadores do DHJor participam do Intercom 2021

    Pesquisadores do DHJor participam do Intercom 2021

    A 44º edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado na modalidade virtual de 4 a 9 de outubro, pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), promoveu discussões em torno do tema comunicação e resistência: práticas de liberdade para a cidadania. Pesquisadores do DHJor marcaram presença no Intercom 2021.

    Camila Collato tratou do tema Jornalismo Ambiental: reflexões sobre conhecimento, espaço e complexidade, no GP Comunicação, Divulgação Científica, Saúde e Meio Ambiente. Já no GP Comunicação para a Cidadania, Thais Araujo discutiu Representações sociais e cidadania das pessoas com deficiência na cobertura jornalística do portal G1, na sessão Comunicação para a cidadania, inclusão e direitos humanos

    No GP Teorias do Jornalismo, Criselli Maria Montipó apresentou Atos de resistência de repórteres na abordagem de cidadania e direitos humanos: reflexões a partir da epistemologia feminista e da teoria crítica, na sessão A resistência no jornalismo: signos, atos, práticas e teorias, sob sua coordenação. Ainda no GP, na sessão Epistemologias e paradigmas nos processos de construção da narrativa jornalística, Lynara Ojeda de Souza, Marisvaldo Silva Lima, Gabriela Cavalcanti Carneiro de Almeida apresentaram Entre visibilidade e revitimização: indícios para pensar o discurso jornalístico sobre violência sexual contra crianças.

    O GP América Latina, Mídia, Cultura e Tecnologias Digitais, contou com a apresentação do trabalho Mídia Índia: porquê decolonizar a práxis jornalística, de Jorge Kanehide Ijuim, na sessão 2 Jornalismo, Cultura e Mídias Digitais. Rafael Venuto participou do GP Estéticas, Políticas do Corpo e Gêneros, com Fotojornalismo(s) em aliança: imagens contra a precariedade e a precarização.

    IJ Jornalismo

    Coordenado por Hendryo André, o Intercom Junior – Jornalismo, também contou com a participação do DHJor nas discussões. A sessão Questões de gênero em jornalismo: desconstrução de padrões hegemônicos e desafios nas redações e no ambiente digital, teve a participação de Lynara Ojeda na coordenação.

    Já a sessão Jornalismo político: entre a midiatização de escândalos e a necropolítica, contou com a coordenação de Hendryo André e Marisvaldo Silva Lima. A sessão Jornalismo local e desertos de notícias, foi coordenada também por Jorge Kanehide Ijuim. Criselli Montipó foi um das coordenadoras da sessão O lugar da alteridade no jornalismo: inclusão, diversidade e vulnerabilidades.

    Lançamento de livros

    Jorge Ijuim e Criselli Montipó estão entre os autores da obra Comunicação, Mídias e Liberdade de Expressão no século XXI: modos censórios, resistências e debates emergentes, lançado durante o evento. Hendryo André lançou As margens e às margens do telejornalismo: como noticiários criminais fortalecem o conservadorismo das classes populares.

  • DHJor no Congresso Ibero-americano

    DHJor no Congresso Ibero-americano

    Pesquisadores do DHJor participaram do GT Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos do IV Congresso Ibero-americano de Humanidades, Ciências e Educação. O evento, realizado de modo virtual de 23 a 27 de agosto pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), teve o tema Desafios Contemporâneos das Sociedades Ibero-Americanas.

    Coordenado pelo professor Jorge Kanehide Ijuim e pelas egressas Cândida de Oliveira e Criselli Maria Montipó, o GT 10 – Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos privilegiou a reflexão sobre as interfaces entre comunicação direitos humanos e construção da cidadania, especialmente sobre como os processos comunicativos permeiam o tecido social e são inerentes ao processo de questionamento, debate e fortalecimento dos direitos humanos e da cidadania.

    As sessões, realizadas nas tardes de 24 e 25 de agosto, reuniram pesquisadores de todo o Brasil, com grande participação de estudantes do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor/UFSC). Na sessão 1, Thais Araujo de Freitas apresentou o artigo A reforma da previdência e as pessoas com deficiência no processo deliberativo promovido pela mídia. Na mesma sessão Lynara Ojeda de Souza tratou do tema Direitos humanos e jornalismo: reflexões sobre a importância dessas duas práticas sociais na atualidade. Magali Moser e Rafael Rangel Winch discutiram Jornalismo e empatia: o potencial da reportagem na desnaturalização dos lugares sociais.

    Na sessão 2, o professor Jorge Kanehide Ijuim promoveu o debate sobre Jornalismo e Direitos Humanos: Quando a cobertura privilegia o fato e não as pessoas. Malena Wilbert discutiu Feminicídio na mídia: abordagem singular de um fenômeno universal.

    Sobretudo no cenário atual – em que se presencia a espetacularização e a banalização da violência, a cultura de exclusão e marginalização das diferenças e dos diferentes – o GT buscou refletir sobre a responsabilidade urgente de meios de comunicação cumprirem seu papel ético-educativo na construção de pontes nessa sociedade heterogênea e estratificada. Também se dedicou a problematizar como, ao contrário, algumas abordagens comunicativas acabam por reproduzir estereótipos e preconceitos.

    Os resumos GT Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos podem ser consultados na página do congresso.

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